Enquanto que fica cada vez mais evidente o alinhamento do Governo português com os objetivos imperialistas norte-americanos, numa postura de vassalagem, demonstrado não só na política levada a cabo dentro de portas, mas também na cedência da Base das Lajes de forma a que os EUA continuam a espalhar a guerra, Marco Rubio visitará Portugal.
A viagem do responsável pela diplomacia norte-americana tem como objectivo «avançar na cooperação em matéria de defesa, economia e tecnologia», algo que ilustra bem a postura que o Governo assume perante a Administração americana, uma vez que esta funciona à base da imposição dos seus interesses.
Marco Rubio vai, portanto, reunir-se com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com o seu homólogo, Paulo Rangel, disse à Lusa fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Estes encontros acontecem antes do chefe da diplomacia americana seguir para Atenas para participar na sexta edição do Diálogo Estratégico EUA-Grécia.
Como é natural, dada a intensificação da agressividade americana que por via da guerra procura contraria o seu declínio relativo, o Conselho Português para a Paz e Cooperação, fiel à sua causa fundadora, está a organizar um protesto contra a vinda de Marco Rubio a Portugal.
Intitulada «Marco Rubio não é bem-vindo a Portugal», a acção agendada para dia 7 de Outubro, às 18h00, no Largo de São Domingos, em Lisboa, o protesto estabelece-se «em defesa da paz e dos direitos dos povos, contra a política de confrontação e guerra promovida pelos EUA»,
De acordo com a estrutura, na acção de protesto será reivindicado a «paz no mundo», o «não à guerra», o «fim ao genocídio do povo palestiniano» e o «fim à agressão a Cuba».
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