A discussão nesta sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorre em Estrasburgo a partir desta segunda-feira e até à próxima quinta, 8 de Outubro, tem lugar após a insistência do PCP na sua realização, apesar da recusa de outros grupos políticos no agendamento e respectivo debate «sobre o aumento dos preços da energia e dos combustíveis, o aumento dos preços da alimentação e de outros bens e serviços essenciais, assim como o aumento do custo da habitação».
João Oliveira, deputado do PCP no Parlamento Europeu, tem procurado intervir no sentido de obter as respostas necessárias ao aumento do custo de vida, como o aumento dos salários, das pensões, o controlo de preços, a concretização do direito à habitação e a defesa dos serviços públicos. Isto é, que a melhoria das condições de vida dos trabalhadores, das famílias e dos povos tenha a centralidade que se exige, considerando as políticas neoliberais, militaristas e federalistas da União Europeia e que promovem a crescente concentração da riqueza e a acumulação de lucros colossais.
Entretanto, o deputado comunista questionou a Comissão Europeia sobre a formação do preço dos combustíveis e as medidas para travar o seu aumento. João Oliveira quer saber se a Comissão, por um lado, reconhece os impactos do mecanismo «gerido pelas grandes multinacionais dos sectores petrolífero e financeiro», na formação dos preços dos combustíveis. E, por outro, se vai «intervir na correcção desta situação, defendendo as condições de vida dos povos e a economia dos Estados-membros, incluindo com mecanismos de regulação assentes no interesse público e no combate à especulação».
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