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Justiça chilena condena ex-agentes da ditadura de Augusto Pinochet

Os réus, membros do chamado Comando Conjunto, foram acusados ​​do rapto e do desaparecimento de dois militantes do Partido Comunista em 1975.

Agrupación de Familiares de Detenidos Desaparecidos de Chile 
Agrupación de Familiares de Detenidos Desaparecidos de Chile CréditosKena Lorenzini / Wikimedia Commons

O Tribunal de Apelações de Santiago, no Chile, declarou como culpados, na última quinta-feira, oito membros do órgão conhecido como Comando Conjunto, que fazia parte do aparelho repressivo da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Os ex-agentes foram condenados a penas de prisão que variam de cinco a dez anos pelo sequestro e desaparecimento de Miguel Ángel Rodríguez Gallardo e Alonso Fernando Gahona Chávez, militantes do Partido Comunista do Chile.

Os eventos ocorreram no final de Agosto e início de Setembro de 1975, quando membros do Comando Conjunto realizaram uma série de raptos de militantes comunistas na Região Metropolitana de Santiago.

O réu Otto Silvio Trujillo Miranda foi condenado a dez anos de prisão pelos sequestros de Gallardo e Chávez, e também deve cumprir 541 dias por associação ilícita.

Por sua vez, os envolvidos Manuel Agustín Muñoz Gamboa, Juan Francisco Saavedra Loyola, Fernando Zúñiga Canales, Sergio Contreras Mejías, Emilio Mahias del Río, Gonzalo Eduardo Hernández de la Fuente e Juan Luis Fernando López López foram condenados a cinco anos de prisão.

O Comando Conjunto foi uma organização clandestina que funcionou entre 1975 e 1977, cuja existência foi revelada em 1984, que tinha como objectivo assediar e assassinar membros do Comité Central do Partido Comunista do Chile.

Com Opera Mundi

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