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Israel volta a bombardear a Faixa de Gaza

Aviões militares israelitas atacaram esta terça-feira vários pontos na cidade Khan Younis, no Sul do enclave cercado.

Bombardeamento israelita contra Gaza (imagem de arquivo)
Bombardeamento israelita contra Gaza (imagem de arquivo)Créditos / PressTV

De acordo com o canal libanês Al Mayadeen e agências palestinianas, o ataque israelita desta noite foi tão forte que as explosões faziam «tremer toda a Faixa e Gaza».

Num comunicado, os militares israelitas justificaram o ataque de grande dimensão – contra alegados alvos do movimento Hamas – com o lançamento de balões incendiários para o Sul dos territórios ocupados em 1948, actual Israel.

Nas últimas semanas, registaram-se vários confrontos ao longo da vedação com que Israel cerca o enclave costeiro, com centenas de palestinianos a concentrarem-se ao pôr-do-sol para denunciar o bloqueio de Telavive a Gaza, bem como a política de ocupação na Margem Ocidental.

As forças israelitas reprimiram os protestos de forma violenta, disparando fogo real e provocando a morte a pelo menos duas pessoas.

Abdel Latif al-Qanou, porta-voz do Hamas, afirmou que os protestos vão continuar até que a entidade sionista elimine o cerco contra o território palestiniano.

«O nosso povo está decidido a romper o assédio. Todas as opções estão sobre a mesa, assim como todos os meios para pressionar a ocupação e obrigá-la a levantar o bloqueio», sublinhou, citado pela Prensa Latina.

Um outro representante do Hamas, Hazem Qassem, disse que os ataques aéreos desta madrugada no Sul da Faixa de Gaza tiveram lugar na sequência da fuga de seis prisioneiros palestinianos da prisão de alta segurança de Gilboa, refere a PressTV.

«Os raides, acrescentou, fazem parte das tentativas do regime para esconder a sua incapacidade e derrota face às lutas dos palestinianos contra a ocupação.»

De acordo com a fonte, o Comando Sul dos militares israelitas intensificou os preparativos perante um eventual romper da trégua alcançada em Maio, por iniciativa do Egipto, depois do «massacre a Gaza», que durou 11 dias e provocou cerca de três centenas de mortos.

Mais de 4600 palestinianos nas cadeias israelitas

Num relatório ontem apresentado, a Sociedade dos Prisioneiros Palestinianos (SPP) revelou que há 4650 palestinianos presos em 23 cadeias israelitas, entre eles 200 menores e 40 mulheres.

A SPP precisou, em comunicado, que 544 cumprem uma ou mais penas perpétuas e 520 estão atrás das grades ao abrigo do regime de detenção administrativa, noticia a WAFA.

Desde o início da ocupação da Cisjordânia, em 1967, pelo menos 226 prisioneiros palestinianos morreram em cadeias israelitas; desses, 75 foram vítimas de «assassinato premeditado», 73 faleceram enquanto eram torturados e 71 por negligencia médica, revela o documento.

De acordo com um relatório recentemente divulgado pelo Centro de Estudos dos Prisioneiros Palestinianos, Israel prendeu cerca de mil crianças e jovens palestinianos em 2021.

O texto, subscrito pelo director do Centro, Riyad al-Ashqar, destacou que todos eles foram submetidos a diversas formas de tortura e maus-tratos a partir do momento da detenção.

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