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Irlandeses votam pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez

Os irlandeses aprovaram hoje, com 66,4%, uma emenda constitucional que permite a despenalização da IVG, segundo os resultados finais do referendo de sexta-feira.

Em dia da votação em referendo sobre a despenalização involuntária da gravidez na Irlanda, uma mulher segura um cartaz pelo
Em dia da votação em referendo sobre a despenalização involuntária da gravidez na Irlanda, uma mulher segura um cartaz pelo "sim". 25 de Maio de 2018, Dublin, Irlanda.CréditosJeff J Mitchell / Getty Images

O resultado indica que 66,4% dos eleitores votaram a favor da mudança constitucional que abre caminho à despenalização da interrupção voluntária da gravida (IVG), anunciou a comissão eleitoral irlandesa, que registou uma participação de 64,1% dos votantes.

O primeiro-ministro, Leo Varadkar, prometeu elaborar um projecto de lei até ao Verão, para aprovação antes do final do ano pelo parlamento, onde o texto deve ser adoptado sem dificuldade, já que os líderes dos dois principais partidos da oposição, Fianna Fail e Sinn Fein, apoiam a reforma.

O governo irlandês defende que as mulheres sejam autorizadas a interromper a gravidez nas primeiras 12 semanas, com assistência médica certificada.

Os profissionais de saúde terão o dever de falar e debater a opção pelo aborto com a grávida, que terá de respeitar um período de três dias de reflexão. Terminado este prazo, e se mantiver a sua vontade, poder-se-á realizar a IGV.


Com Agência Lusa

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