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Encontro solidário com a Venezuela, em defesa da paz e da soberania

Começou ontem e prossegue até dia 19 o encontro «Todos Somos Venezuela: diálogo mundial pela paz, soberania e democracia bolivariana», que reúne em Caracas mais de 200 delegações provenientes dos cinco continentes.

Imagem da abertura do encontro, este sábado, 16 de Setembro, em Caracas
Imagem da abertura do encontro, este sábado, 16 de Setembro, em CaracasCréditos / CiudadCCS

A cimeira tem como objectivo a construção de uma agenda para coordenar políticas em defesa da soberania e dos direitos fundamentais, tendo em conta a ofensiva imperialista que a Venezuela e outros países da região estão a enfrentar, informa a AVN.

No encontro que ontem se realizou na sede da Universidade Experimental das Artes (Unearte) debateram-se propostas de apoio à defesa da soberania da Venezuela.

Em 13 mesas de trabalho, discutiram-se questões enquadradas em cinco eixos temáticos: solidariedade com a Venezuela face às ofensivas imperialistas; luta contra o militarismo e o imperialismo; apoio à construção de um mundo multipolar e luta contra a supremacia racial e os discursos de exclusão e ódio; e direitos da terra mãe (Pachamama).

Fernando González, representante de Cuba, destacou o papel da Revolução Bolivariana na integração e na aproximação dos povos do mundo para enfrentar o poder hegemónico dos Estados Unidos. «Quer-se atacar a Revolução Bolivariana porque é um processo de integração e aproximação dos povos. Quer-se atacar e destruir este modelo de inclusão, mas os povos defenderão este projecto de independência», disse, citado pela AVN.

Por seu lado, o boliviano David Choquehuanca, secretário-geral da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA-TCP), manifestou, em nome do governo da Bolívia, a sua solidariedade à Venezuela, bem como o compromisso de fortalecer o diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição, que teve início esta semana na República Dominicana. «Viemos aqui apoiar o diálogo. Rejeitamos a guerra, o confronto entre irmãos», disse à TeleSur.

A cimeira solidária com a Venezuela termina terça-feira, 19, com o concerto El Derecho a Vivir en Paz, que prestará homenagem a Víctor Jara – cantautor chileno assassinado a 16 de Setembro de 1973, na sequência do golpe de Estado fascista contra Salvador Allende –, e com uma marcha anti-imperialista.

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