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Resistentes antifascistas assinalam 90 anos da Guerra Civil de Espanha

A União de Resistentes Antifascistas promove um ciclo de conferências em homenagem aos participantes na Guerra Civil de Espanha e aos investigadores dos crimes do fascismo. O debate em Lisboa realiza-se esta quinta-feira.

Créditos Fernando Alvarado / EPA

O início da Guerra Civil de Espanha (1936-39) foi há 90 anos, mas a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) considera que o debate sobre o que aconteceu no país vizinho continua «inesgotável» e a memória «viva e agónica». Por isso, organizou um ciclo de conferências com a participação de escritores e historiadores em várias localidades. Esta quinta-feira, às 18h, na Casa do Alentejo (Lisboa), o convidado é José Hinojosa Durán, mas há também conferências amanhã, em Santarém, com Luís Farinha, e na Marinha Grande, novamente com José Hinojosa Durán, num programa que a URAP vem realizando desde finais de Junho. 

A Guerra Civil de Espanha, tal como a URAP recorda na apresentação da iniciativa, fez milhares de mortos entre os combatentes espanhóis e brigadistas internacionais, entre os quais muitos portugueses, terminando com a vitória dos nacionalistas de Francisco Franco e uma ditadura que durou até 1975. 

Durante os três anos de guerra, estima-se que houve 175 mil mortos na zona franquista e 110 mil na zona republicana. Dos cerca de 350 mil voluntários, das Brigadas Internacionais de 50 países, 15 mil terão morrido. Recorda ainda que, sob a designada «ameaça vermelha», Salazar intensificou no nosso país a «fascização do regime e abriu portas ao apoio descarado – em armas, alimento e vestuário – aos fascistas espanhóis».   

Os nacionalistas ganharam a guerra bombardeando várias cidades, como Guernica, em 1937, que Picasso imortalizou como símbolo da Guerra Civil de Espanha, e conquistando as várias regiões de Espanha. «À medida que progrediam levavam a cabo execuções sumárias das populações, milhares das quais foram enterradas em valas comuns, sem que as famílias soubessem o seu paradeiro», assinala a URAP.  A 1 de Abril de 1939, Franco anunciou o fim da guerra e instaurou uma ditadura que duraria até 1975, ano da sua morte. 

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