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Doze pessoas detidas em operação contra referendo na Catalunha

Agentes da Guarda Civil efectuaram buscas em vários departamentos do governo da Catalunha e em sedes de empresas privadas, no âmbito de uma operação contra o referendo de 1 de Outubro. Doze pessoas foram detidas, na sua maioria altos cargos da Generalitat.

Concentração frente a um dos departamentos do governo catalão que esta manhã foram alvo de buscas, em Barcelona
Concentração frente a um dos departamentos do governo catalão que esta manhã foram alvo de buscas, em BarcelonaCréditos / Ernai

De acordo com a imprensa, os militares espanhóis entraram esta quarta-feira em várias dependências da Generalitat (executivo da Catalunha), no contexto de uma operação ligada ao referendo sobre a independência do território no Nordeste da Península Ibérica, aprovado pelo Parlamento e convocado para 1 de Outubro pelo governo da região.

Além de efectuarem buscas, os agentes da Guarda Civil prenderam 12 pessoas, muitas das quais são altos cargos no governo regional e entre as quais figuram dois «estreitos colaboradores de Oriol Junqueras, o secretário-geral da Vice-presidência e da Economia e Finanças».

De acordo com fontes ligadas ao governo catalão, os agentes procuraram documentação relacionada com o referendo. Apreenderam ainda boletins de voto numa nave industrial de Bigues i Riells (Barcelona), onde, de acordo com a agência EFE, efectuaram duas detenções.

Pouco depois de começarem as operações de busca, dezenas de pessoas vieram para as ruas e concentraram-se frente aos departamentos da Generalitat, cantando o hino da Catalunha, «Els Segadors», e mostrando cravos vermelhos, informam o eldiario.es e o vilaweb.cat. O presidente do governo regional, Carles Puigdemont, convocou uma reunião extraordinária do executivo.

No Twitter e em declarações à Catalunya Radio, Oriol Junqueras, vice-presidente da Generalitat, classificou a operação como «um ataque às instituições catalãs» e como «exibição de um Estado policial».

No Congresso dos Deputados, em Madrid, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou que se trata de «uma operação policial para garantir o cumprimento da lei».

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