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Deputados do PE expressam «profundo repúdio» por Bolsonaro

Dezenas de deputados de diversos grupos políticos no Parlamento Europeu (PE) subscreveram o «Manifesto Internacional contra o Fascismo no Brasil», vincando o repúdio pelo candidato da extrema-direita.

Vigília Lula Livre em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba (Paraná), em Julho de 2018.
A segunda volta das eleições presidenciais no Brasil, que têm Fernando Haddad e Jair Bolsonaro como candidatos, será um forte teste à democracia no paísCréditosRicardo Stuckert / fotospublicas.com

A assinatura do manifesto teve lugar na sequência da sua divulgação por parte dos deputados do PCP no PE, que, em comunicado de imprensa hoje emitido, destacam a importância da segunda volta das eleições presidenciais no Brasil para a defesa da democracia no país sul-americano.

«A possibilidade de barrar o caminho à ameaça do fascismo é real e este manifesto internacional representa uma demonstração de solidariedade para com a luta do povo brasileiro em defesa da democracia e contra o fascismo», afirmam os deputados comunistas portugueses no Parlamento Europeu.

Contra o fascismo no Brasil

«Nós, mulheres e homens de várias partes do mundo comprometidos com a democracia e os direitos humanos, expressamos o mais profundo repúdio ao candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que disputa o segundo turno da eleição presidencial no Brasil no próximo 28 de Outubro», lê-se no manifesto subscrito por mais de quatro dezenas de deputados no PE, incluindo os portugueses João Ferreira, João Pimenta Lopes e Miguel Viegas (PCP), e Marisa Matias (BE).

O deputados destacam que as posições defendidas por Bolsonaro ao longo da sua vida pública e nesta campanha eleitoral «são calcadas em valores xenófobos, racistas, misóginos e homofóbicos».

«O candidato de extrema-direita defende abertamente os métodos violentos utilizados pelas ditaduras militares, inclusive torturas e assassinatos. Tais posições atentam contra uma sociedade livre, tolerante e socialmente justa», sublinham.

Para os signatários do manifesto, a decisão que o povo brasileiro tomar na segunda volta das eleições presidenciais «constituirá uma escolha de transcendental importância entre a liberdade e o pluralismo e o obscurantismo autoritário, com impactos duradouros não só para o Brasil mas para toda a América Latina, as Caraíbas e o mundo».

«Conclamamos as brasileiras e brasileiros a reflectirem sobre a gravidade deste momento histórico. Entre a democracia e o fascismo não pode haver neutralidade!», frisam.

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