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Defender a libertação dos presos palestinianos é uma «necessidade humanitária»

Nos dias que antecedem o Dia Internacional de Solidariedade com os Presos Palestinianos, a Samidoun pede a todos os amigos do povo palestiniano que unam esforços em prol da libertação dos presos e do país.

Khalida Jarrar comparecendo no tribunal israelita
Khalida Jarrar comparecendo no tribunal israelita Créditos / addameer.org

A 17 de Abril celebra-se o Dia Internacional de Solidariedade com os Presos Palestinianos e, tal como tem feito noutras ocasiões, também este ano a Samidoun (rede de solidariedade com os presos palestinianos) convidou os amigos do povo palestiniano, organizações preocupadas com a justiça na Palestina e comunidades árabes e palestinianas a unirem-se e participarem numa «semana de acção».

Cada organização que queira participar pode comunicar à Samidoun as suas iniciativas usando o portal, a página de Facebook ou as conta de Twitter e Instagram da organização. O objectivo é, segundo a rede solidária, «juntar esforços para apoiar os presos e lutar juntos pela sua libertação e a da Palestina».

Desde dia 10, a Rede tem estado a dar ênfase a diferentes temas em cada dia – por vezes a mais que uma questão ou figura num dia –, com o propósito de chamar a atenção para a «causa da luta dos presos palestinianos» e aspectos a ela ligados.

Exemplo disso são os vídeos, acompanhados de extensa informação, sobre: o preso Ahmad Sa'adat, secretário-geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), líder revolucionário e diregente do movimento nacional de libertação; a presa Khalida Jarrar, feminista, defensora dos direitos dos presos palestinianos e militante da FPLP; o preso Georges Abdallah, comunista libanês e lutador pela libertação da Palestina preso em França há 35 anos.

Ameaças aos prisioneiros, novas e antigas

Na nota a propósito da «semana de acção para a libertação palestiniana», a Samidoun afirma que «há aproximadamente 5000 presos palestinianos encarcerados pelo colonialismo sionista, incluindo 180 crianças, 430 presos ao abrigo do regime de detenção administrativa, sem acusações ou julgamento, e 700 presos doentes, 200 dos quais com doenças crónicas e graves, que os colocam num risco ainda maior caso a pandemia de Covid-19 se espalhe pelas cadeias».

«O encarceramento de palestinianos é um ataque colonialista ao povo palestiniano», defende a organização, sublinhando que o encarceramento «atinge quase todas as famílias palestinianas na Margem Ocidental, em Jerusalém, na Faixa de Gaza, nos territórios ocupados em 1948 e até no exílio e na diáspora».

A defesa dos prisioneiros palestinianos e a exigência da sua imediata libertação são não apenas «uma necesidade humanitária, num momento em que as suas vidas estão grande em risco devido à Covid-19, mas também um imperativo político para todos os que se preocupam com a Justiça para a Palestina», destaca o texto.

A libertação dos presos – afirma a Samidoun – é fundamental para «a vitória do povo palestiniano e a libertação da Palestina».

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