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Cuba tem 9 médicos por mil habitantes, o número mais elevado de sempre

O Sistema Nacional de Saúde cubano encontra-se num ponto cimeiro, integrando 485 mil profissionais da saúde e mais de 100 mil médicos no activo. Quando a Revolução triunfou, há 60 anos, havia 3000.

 Médico cubano atende doente numa reserva indígena
Médico cubano atende doente numa reserva indígenaCréditos / ONU Brasil

Cuba tem mais de 100 mil médicos no activo, com uma proporção de nove médicos por mil habitantes, o número mais alto da sua história.

José Ángel Portal Miranda, ministro da Saúde Pública, destacou que, quando a Revolução triunfou, apenas ficaram na Ilha cerca de três mil médicos. Desde então, a Universidade das Ciências Médicas de Havana formou mais de 376 mil profissionais do sector, incluindo médicos, enfermeiros e pessoal técnico.

Além disso, 35 787 estudantes estrangeiros, de 141 países – sobretudo de África e da América Latina –, formaram-se em universidades cubanas, informou o titular da pasta da Saúde, frisando que «nenhum outro pequeno país em desenvolvimento pôde realizar semelhante façanha em termos de formação de capital humano altamente especializado», revela o Cuba Debate.

Neste ano lectivo, 10 mil profissionais médicos concluíram a sua formação na Universidade de Havana, sendo que 1535 estudantes eram estrangeiros. Também se formaram mais de 4000 técnicos de nível médio e trabalhadores qualificados, pelo que, afirmou Portal Miranda, mais 14 mil novos membros se integram nos serviços de saúde do país, bem como na docência e na investigação.

Dos mais de 485 mil trabalhadores que integram o Sistema Nacional de Saúde cubano, cerca de 234 mil são profissionais de diferentes ramos das ciências médicas que trabalham nas mais de 13 mil instituições de saúde existentes no país caribenho, informa a TeleSur.

«Estes profissionais possuem uma elevada preparação científico-técnica e uma formação humanística que os torna qualitativamente melhores», afirmou o ministro da Saúde Pública, sublinhando que «asseguram a saúde da população cubana e a [das populações em] muitas outras partes do mundo».

Cuba está permanentemente a melhorar o seu sistema de saúde. Actualmente, o país está a aperfeiçoar o programa do Médico e Enfermeira da Família, e a implementar novos programas de desenvolvimento, como a informatização na saúde, a medicina de precisão, a nanomedicina e a medicina robótica.

Apesar dos ataques que lhe foram dirigidos recentemente pela administração norte-americana e pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a medicina e os médicos cubanos são altamente conceituados a nível mundial, nomeadamente pelo trabalho que desenvolvem em diferentes partes do mundo atingidas por desastres e grandes epidemias.

Em Março deste ano, depois de o ciclone Idai ter atingido Moçambique, Cuba enviou um «hospital de campanha», com pessoal médico e equipamento. Nos 63 dias que passaram no país africano, os médicos cubanos atenderam 22 259 pacientes e realizaram 331 intervenções cirúrgicas.

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