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Teolinda Gersão escreve há 40 anos

Para celebrar a data, a escritora publicou uma nova obra, «O Regresso de Júlia Mann a Paraty», e anunciou a reedição de «A Mulher que prendeu a Chuva», um dos seus livros mais premiados.

CréditosPaco Torrente / Agência Lusa

Teolinda Gersão faz, em declarações à Lusa, um «balanço positivo e gratificante» do seu percurso de 40 anos de vida literária e entende que os seus primeiros livros «tornaram-se ainda mais actuais do que na altura em que surgiram».

Afirma-se intuitiva e diz que arrisca «muitas vezes a ter razão antes do tempo». Para a autora, «todas as situações e épocas precisam de ser contadas, é o que distingue os humanos das outras espécies do planeta. Mas as narrativas necessitam em absoluto de ser verdadeiras. Para isso, a ficção pode ser, paradoxalmente, o melhor dos caminhos. Daí a responsabilidade enorme, e cada vez maior, dos escritores».

Prossegue, advogando que «o mundo está cheio de narrativas falsas, e elas são uma das grandes perversões do mundo doente em que nos encontramos», acrescentou a escritora que insiste em não seguir o acordo ortográfico vigente.

Sobre o seu novo livro, «O Regresso de Júlia Mann a Paraty», Teolinda Gersão descreve-o como «um conjunto de três novelas entrelaçadas, sobre personagens históricas, que na vida real coexistiram e tiveram algum tipo de relacionamento». A obra será apresentada, no dia 9 de Fevereiro, a partir das redes sociais da Porto Editora.

«A Mulher que Prendeu a Chuva e outras histórias», obra de 2007, agora reeditada, venceu os prémios Máxima Literatura e Fundação Inês de Castro e já vai na 7.ª edição.

Teolinda Gersão, que completa 81 anos no próximo dia 30 de Janeiro, nasceu em Coimbra e estudou Germanística, Romanística e Anglística nas universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, na Alemanha. Foi ainda Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa.

A autora recebeu mais de uma dezena prémios literários, alguns dos quais bisou, como o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores, tendo sido também duas vezes distinguida com o Prémio Fernando Namora.


Com agência Lusa

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