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Teatro da Cerca de São Bernardo reabre na segunda quinzena de Julho

O espectáculo de abertura do Citemor e a mais recente criação do Teatro das Beiras marcam a reabertura ao público do espaço programado pel’A Escola da Noite.

«Pequeno retábulo de García Lorca» é a proposta do Teatro das Beiras
«Pequeno retábulo de García Lorca» é a proposta do Teatro das BeirasCréditos

Atlântico é o terceiro trabalho de Tiago Cadete, sobre as relações entre Portugal e o Brasil, e a proposta do Citemor – Festival de Teatro de Montemor-o-Velho para ver no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, na segunda quinzena do mês de Julho. 

Co-produzido pelo Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro das Figuras – Faro e o Citemor, o projecto «parte de uma viagem de cruzeiro de Portugal em direcção ao Brasil, percurso outrora desconhecido pelos portugueses, transformado nos dias de hoje em rota de férias», revela o artista citado pel'A Escola da Noite. 

«Turistas viajam pelo mesmo caminho que já foi trânsito de corpos escravizados ou de marinheiros obrigados a sair do seu país para explorar esse denominado "Novo Mundo"», um oceano que é também «lugar de fábulas e monstros, desafios e superações». «Que novo Atlântico é esse e que memórias traz quando passamos por ele?» – pergunta o criador.

A apresentação informal de Atlântico, em Coimbra, terá lugar a 24 de Julho, pelas 21h30. No dia 29, o Teatro das Beiras apresenta o seu recém-estreado espectáculo, que visita a obra de García Lorca, «autor particularmente querido para A Escola da Noite».

Pequeno retábulo de García Lorca é uma criação original a partir da obra do poeta, dramaturgo, artista plástico, músico e guionista espanhol Federico García Lorca.

O espectáculo conjuga poesia, música e teatro, e assume como objectivo «despertar a memória histórica em torno da biografia do autor universalmente consagrado», nascido em Fuente Vaqueros no ano de 1898 e fuzilado pelas tropas fascistas, também na província de Granada, em 1936, no início da Guerra Civil Espanhola.

A companhia sedeada na Covilhã sublinha ainda que a nova criação estabelece «a evidência da herança da teatralidade popular mediterrânica, a par das influências do movimento modernista na corrente surrealista».

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