|exposição

«Jorge Vieira: Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido» em Vila Franca

Com curadoria de Leonor Oliveira e Paula Loura Batista, a mostra abre este sábado ao público, pelas 16h, no Museu do Neo-Realismo, onde ficará patente até 27 de Fevereiro do próximo ano.

Créditos / descla.pt

De acordo com a informação divulgada pelo museu e pelo município vilafranquense, a exposição tem como ponto de partida a emblemática obra de Jorge Vieira «Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido».

A obra escultórica, que se encontra desde 25 de Abril de 1994 no espaço público da cidade de Beja, por iniciativa do município alentejano, foi concebida como maqueta pelo autor alfacinha (1922 – 1998) quando da sua participação, em 1953, no Concurso Internacional de Escultura «O Prisioneiro Político Desconhecido», organizado pelo Institute of Contemporary Arts, de Londres.

«Entre mais de 2500 concorrentes, representando 54 países, foi o único português seleccionado, expondo o seu trabalho, juntamente com os outros premiados, na Tate Gallery», refere o Museu Jorge Vieira – Casa das Artes no seu portal.

O «Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido» concretizado no espaço público, em Beja / maisbeja.blogs.sapo.pt

A exposição que agora se inaugura no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, é dedicada a Jorge Vieira – uma das figuras determinantes na afirmação do modernismo plástico em Portugal, tendo convivido com figuras como Dias Coelho, Sena da Silva, João Abel Manta, Lagoa Henriques, entre outros.

Em simultâneo, explica o museu na nota de apresentação, a obra em causa serve como ponto de partida para abrir portas a «uma reflexão mais alargada relacionada com a defesa dos valores da Liberdade e da Democracia, com a visão política do artista e com a forma como esta teve expressão no espaço público em Portugal».

A exposição, que estará patente até 27 de Fevereiro de 2022, reúne obras de arte, imagens e documentação, algumas das quais integram o espólio do Museu do Neo-Realismo e que são apresentadas ao público pela primeira vez. Outras obras são cedidas a título de empréstimo por instituições e particulares. A entrada é gratuita.

Tópico