«Silêncios persistentes» é o tema da palestra performativa, produzida pelo Teatro do Vestido e interpretada pela dramaturga, encenadora, actriz, professora, antropóloga e realizadora Joana Craveiro.
«Trata-se de uma performance intimista sobre vozes e memórias silenciadas, à luz de um candeeiro e ao som de uma velha cassete, sobre tudo o que fica por dizer numa conversa, sobre a deterioração das imagens, sobre aquilo que as imagens não contam, e aquilo que irremediavelmente se perde com os que morrem sem nós lhes termos perguntado. E sobre os segredos das famílias. E esta vontade sempre tão grande de reconstituir o que não é reconstituível», lê-se na apresentação.
Também de entrada livre, o Museu do Neo-Realismo acolhe antes uma conversa sobre «Os "novos" teatros políticos... e outros balanços», sobre os formatos do chamado «teatro político» na actualidade e se pode o teatro não ser político. A organização adianta que será feito um balanço «provisório» da exposição e da respectiva programação, onde participam os investigadores do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CET-FLUL) Rui Pina Coelho e Miguel Falcão (curador da exposição «Espelhos de ver por dentro: o teatro no neorrealismo português»), e David Santos, director científico do Museu do Neo-Realismo.
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