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Artistas Unidos sem casa para morar

No próximo dia 31 de Julho encerra o Teatro da Politécnica, que desde 2011 acolhe os Artistas Unidos. Sem espaço de trabalho e de apresentação, companhia procura soluções que impeçam itinerância e precariedade.

«Girafas», da Trilogia do dramaturgo catalão Pau Miró, que os Artistas Unidos levaram ao palco em MarçoCréditos / Jorge Gonçalves

Em Setembro, os Artistas Unidos completam 28 anos de existência. Nessa altura, a companhia prevê abrir a temporada com Búfalos, a última parte da trilogia de Pau Miró, que tem vindo a apresentar, e repor simultaneamente Girafas e Leões, para a apresentação conjunta das peças do autor catalão. Mas a pergunta que agora se coloca é: onde vão os Artistas Unidos apresentar estes trabalhos? «Onde vamos morar?», pergunta a companhia num comunicado de imprensa em que denuncia o término do contrato de cessão de exploração do Teatro da Politécnica com a Reitoria da Universidade de Lisboa.

Foi em Março de 2022 que o reitor Luís Ferreira comunicou aos Artistas Unidos que o contrato não seria renovado e que a companhia teria até Fevereiro de 2023 para encontrar uma nova casa. Com a intervenção da Câmara Municipal de Lisboa (CML) foi realizada uma adenda ao contrato em vigor, prolongando a estadia da companhia até 31 de Julho de 2024.

Ao mesmo tempo, o Município assumiu o compromisso de finalizar as obras de requalificação do edifício A Capital, no Bairro Alto, ao qual a companhia deveria regressar no segundo semestre deste ano. Mas, «depois de dois anos de reuniões e projectos, as obras no edifício não começaram e nenhuma outra solução viável surgiu», denuncia o comunicado. 

A companhia salienta o «esforço activo» que têm vindo a fazer junto da autarquia, mas até ao momento, afirma, nenhuma das hipóteses identificadas ou sugeridas «foi considerada viável». Acrescenta que «a não existência de um teatro para os Artistas Unidos condenará a sua acção e intervenção, mais uma vez, a uma situação de itinerância e precariedade insustentáveis às características da sua actividade, impossibilitando tanto a permanência da equipa contratada, como a continuidade da sua acção cultural e artística».

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