Em causa, segundo a estrutura sindical, estão «metas impostas de forma transversal, que não dependem directamente do desempenho individual de cada médico e servem apenas para distorcer a avaliação, criando critérios arbitrários e desresponsabilizando a própria gestão».
Perante esta situação, o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) afirma que já enviou uma missiva ao Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga «a exigir a correcção destes objectivos» e «apresentou nova queixa» junto da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), que já anteriormente deu razão aos profissionais e determinou a necessidade de rectificação dos critérios». Apesar disso, critica, «o CA opta por ignorar essas orientações e volta a impor exactamente os mesmos objectivos». Ou seja, sublinha o sindicato, «sabe que está errado — mas insiste».
Para o SMN, «é claro que estes objectivos são desajustados, injustos e penalizam os médicos por factores que não controlam». Na prática, defende, «estamos perante uma tentativa de transferir para médicos e outros profissionais responsabilidades que pertencem à gestão das instituições». Esta postura revela, segundo o sindicato, «uma falta de respeito pelos médicos e por todos os profissionais de saúde».
O SMN exige «o fim imediato dos objectivos abusivos» e o cumprimento das orientações já emitidas pela ACSS, a par de uma avaliação «justa, séria e centrada no trabalho real dos médicos». Caso a situação denunciada não seja corrigida, o SMN «reserva-se o direito de avançar com todas as formas de acção que considere adequadas», sublinhando que os médicos e restantes profissionais de saúde «não podem continuar a suportar as consequências de decisões de gestão injustificadas».
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