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Travado despedimento colectivo na Camo

«A firme resposta colectiva» e a acção do sindicato foi decisiva para o recuo da administração na intenção de despedir 24 trabalhadores.

Trabalhadores da Camo, dirigentes e activistas do SITE Norte (CGTP-IN) numa concentração de protesto, em frente à fábrica, contra o despedimento colectivo de 24 trabalhadores, Vila Nova de Gaia, 16 de Outubro de 2020.
Trabalhadores da Camo, dirigentes e activistas do SITE Norte (CGTP-IN) numa concentração de protesto, em frente à fábrica, contra o despedimento colectivo de 24 trabalhadores, Vila Nova de Gaia, 16 de Outubro de 2020.Créditos / SITE N

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (SITE Norte/CGTP-IN) realizou esta sexta-feira, na CAMO–Indústria de Autocarros, um plenário de trabalhadores onde foi valorizada «a firme resposta colectiva» que levou a administração a reverter a intenção de despedimento colectivo de 24 trabalhadores, anunciada a 9 de Outubro.

Recorde-se que o sindicato denunciou a intenção de despedimento, a 14 de Outubro, e no dia 16 promoveu à porta da empresa, em Vilar do Andorinho (Vila Nova de Gaia), uma concentração de dirigentes e delegados em defesa dos postos de trabalho.

Para além de se bater pelos trabalhadores em três reuniões com a administração, o sindicato solicitou a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) quando a CAMO entregou serviço a empresas subcontratadas, depois de alegar quebras de encomendas para justificar o despedimento.

Para a ACT seguiu também uma queixa «por estar na intenção de despedimento um trabalhador a quem a empresa tinha acabado de renovar o contrato por dez meses», para fazer face a acréscimo de encomendas, referiu o SITE Norte.

A organização sindical conclui que, em menos de um mês, «ficou comprovado que havia outras soluções para responder aos problemas». 

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