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Transtejo: Está nas mãos do Governo evitar nova greve

Os trabalhadores da Transtejo anunciaram um novo período de greves parciais de 20 a 23 de Dezembro, caso a administração da empresa e o Ministério do Ambiente não satisfaçam as suas reivindicações. 

Os trabalhadores da Transtejo queixam-se dos navios serem insuficientes e de terem os seus certificados de navegabilidade caducados
CréditosRodrigo Baptista / Agência LUSA

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) revelou hoje, através de comunicado, que os trabalhadores da transportadora fluvial, reunidos na quarta-feira, decidiram pedir reuniões tanto à administração da empresa como ao Ministério do Ambiente, que tutela os transportes urbanos, além de uma nova paralisação parcial.

«Os trabalhadores não entendem que noutras empresas públicas tenham sido reabertos processos de negociação», enquanto as tuteladas pelo Ministério do Ambiente «continuam sem respostas», lê-se na nota.

Desta forma, a estrutura sindical refere que «será a administração/Governo a decidirem se querem ou não que os trabalhadores desenvolvam novas formas de luta».

Os trabalhadores da Transtejo, juntamente com os da Soflusa, fizeram várias greves parciais durante este ano porque, sublinha a Fectrans, as reivindicações dos trabalhadores, relativas a 2021, «podem ser suportadas pelos orçamentos da empresa e do Estado».

Neste sentido, admite que a situação entretanto criada pelo chumbo da proposta de Orçamento para 2022 e marcação de eleições legislativas «não inviabiliza» soluções. «Basta haver vontade do Governo», frisa.

A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.

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