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Trabalhadores técnicos do Teatro de São Carlos alcançam acordo

Os trabalhadores técnicos do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, suspenderam as greves previstas, após ter sido alcançado um acordo com o Organismo de Produção Artística (Opart).

O Opart gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado
O Opart gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado Créditos / CC-BY-SA-3.0

O acordo alcançado surge dias após os trabalhadores técnicos do Teatro Nacional de São Carlos terem decidido avançar com uma greve ao ensaio geral e às apresentações da opereta «L’Étoile», de Chabrier, abrangendo os dias 1, 3, 4 e 6 de Abril.

Entre as reivindicações, os trabalhadores técnicos do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) exigem a equiparação do salário base e condições de trabalho ao dos técnicos da Companhia Nacional de Bailado e o cumprimento das normas de segurança e higiene no trabalho.

André Albuquerque, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN), disse à agência Lusa que as duas partes acordaram que «a harmonização salarial, com os funcionários da Companhia Nacional de Bailado (CNB), deve ser processada em Junho» próximo.

«As duas tutelas [ministérios da Cultura e das Finanças] expressaram que iam constituir um grupo de trabalho para o Regulamento Interno, a estar pronto em Abril próximo e, quanto às condições de trabalho, higiene e segurança, vão ser elencadas até ao fim da actual temporada, em todas as zonas técnicas e corredores, para que comece a ser desenvolvido no início da próxima temporada, em Setembro», afirmou.

O Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado são duas das entidades artísticas geridas pelo Organismo de Produção Artística (Opart).

«Em 2009, por acordo entre o Sindicato e o Opart, os técnicos do TNSC, como parte de um compromisso alargado, aceitaram um vencimento base equiparado ao dos técnicos com funções similares da CNB, mas proporcionalmente inferior, visto que estes laboram 40 horas semanais e os do TNSC 35 horas semanais», explicou o CENA-STE.

Porém, segundo o sindicato, desde a redução do horário de trabalho dos técnicos da CNB, em Setembro de 2017, para as 35 horas semanais, que o Opart «não tem cumprindo o princípio de trabalho igual, salário igual».


Com agência Lusa

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