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Não haverá Ópera se não houver compromisso com os trabalhadores

Ópera La Bohème, o bailado D. Quixote e o Festival ao Largo não se realizarão se o Governo não cumprir os compromissos com os trabalhadores. Greve está marcada para esta sexta-feira.

O Opart gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado
O Opart gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado Créditos / CC-BY-SA-3.0

Mantém-se o pré-aviso de greve para a ópera La Bohème, a 7, 9, 11 e 14 de Junho no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, para o bailado Dom Quixote, entre 11 e 13 de Julho no Teatro Rivoli, no Porto, e para os espectáculos incluídos no Festival ao Largo, que decorre habitualmente em Julho.

Em causa está o cumprimento do acordo relativo ao regulamento interno de pessoal, o aumento geral de salários, o cumprimento do pagamento de trabalho suplementar e a revisão do regime geral dos bailarinos.

O Conselho de Administração do OPART, criado em 2008, que reuniu sob a mesma direcção os trabalhadores do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e da Companhia Nacional de Bailado (CNB), não tem querido responder a estas reivindicações. Os sucessivos adiamentos no encontrar de uma solução, pelo Conselho de Administração e pelo Governo, incutiram nos trabalhadores «um sentimento de desconfiança que teve o seu culminar com o incumprimento do acordo de harmonização salarial entre os técnicos do TNSC e da CNB», lê-se em nota lançada hoje pelo Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN).

Em declarações à RTP, Luís Cunha, da direcção do CENA-STE, explicou que tudo pode voltar à normalidade se houver, até à hora da greve, um compromisso formal de actualização imediata da tabela dos técnicos, que seja acompanhado de uma declaração do Ministério das Finanças. «O que acontece diversas vezes é que o Ministério da Cultura diz que vai avançar mas depois o Ministério das Finanças não permite», acrescentou o dirigente.

O sindicato afirma ainda que continua disponível para fazer parte da solução, cabendo ao Conselho de Administração e ao Governo «encontrar as respostas adequadas para responder às reivindicações dos trabalhadores».

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