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Trabalhadores exigem solução urgente para o Arquivo Municipal de Lisboa

Os trabalhadores do arquivo concentraram-se na Assembleia Municipal de Lisboa para exigir um edifício único e o fim das soluções provisórias apresentadas pelo Executivo.

Créditos / cml

Os trabalhadores realizaram esta terça-feira mais um plenário, convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML/CGTP-IN), e concentraram-se junto à Assembleia Municipal de Lisboa, onde se discutiu uma petição que exigia um edifício único para o Arquivo Municipal.

Impulsionada por um grupo de trabalhadores do arquivo, a moção proporcionou o debate sobre os problemas que têm marcado a realidade dos vários pólos sob alçada da Direcção Municipal de Cultura/Divisão do Arquivo Municipal (DMC/DAM), nomeadamente do Arquivo Histórico, Videoteca, Arquivo Fotográfico e Arquivo do Arco do Cego.

Como resultado, foi produzido um relatório pela 7.ª Comissão da Assembleia, tendo sido aprovadas por unanimidade um conjunto de recomendações dirigidas à Câmara Municipal de Lisboa (CML), nomeadamente a que exige «uma solução definitiva para o Arquivo, a definir no menor espaço de tempo possível, congregando num edifício digno e único as suas várias valências».

Da parte do Executivo, os trabalhadores consideram que o vice-presidente da CML e a vereadora da Cultura assumiram uma postura «inaceitável e completamente isolada face à posição partilhada por trabalhadores, cidadãos de Lisboa e todos os eleitos das várias forças políticas com assento na AML», pode ler-se em nota divulgada pelo sindicato.

Os trabalhadores, na sua intervenção na sessão, lembraram que a maior parte do espólio, «documentos, testemunhos da história e da memória da capital do País, tem vindo a ser guardada em garagens de edifícios de habitação há mais de três décadas, espaços que não reúnem as condições adequadas à sua preservação, contribuindo, de forma determinante, para uma degradação cada vez mais evidente e irreversível».

Perante a «intransigência» do Executivo, o sindicato e os trabalhadores irão definir «os caminhos a seguir». «Já basta de soluções provisórias e mudanças sem sentido!», afirmam.

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