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Trabalhadores do SUCH levam protesto à Assembleia da República

Têm estado na frente do combate ao novo coronavírus, mas a larga maioria recebe apenas o salário mínimo nacional. Esta segunda-feira, primeiro de dois dias de greve, vão protestar junto ao Parlamento.

Créditos / Saúde Mais

As reivindicações dos trabalhadores do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) são muitas e a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN) enumera-as num comunicado. 

A par dos salários «muito baixos», com mais de 90% dos trabalhadores a receberem apenas o salário mínimo nacional, os trabalhadores do SUCH, que «estiveram na primeira linha nesta fase pandémica ao assegurarem a alimentação aos médicos, enfermeiros, demais funcionários hospitalares e doentes, incluindo as vítimas da Covid-19», e outros serviços de apoio nos hospitais, como as lavandarias, criticam a não valorização do seu trabalho pela empresa e pelo Governo. 

«Os trabalhadores do SUCH são equiparados aos trabalhadores da saúde para cumprimento de deveres, mas não são equiparados aos trabalhadores da saúde para beneficiar de direitos», lê-se na nota, acrescentando que estão confrontados com despedimentos, regimes de 12 horas diárias, adiamento das férias, recusa de dispensa ao trabalho para assistência aos filhos e ritmos de trabalho intensos, entre outras situações. 

A Fesaht recorda que a administração do SUCH se recusou a negociar com os sindicatos aumentos salariais em 2020, mas a estratégia seguida pela empresa mantém-se. Revela a Federação que a administração «recusa negociar aumentos salariais dignos e outras propostas sindicais apresentadas à empresa no âmbito da negociação do Acordo de Empresa para 2020 e 2021».

Esta segunda-feira, os trabalhadores do SUCH vão concentrar-se em frente à Assembleia da República, pelas 11h, para exigirem o acesso à compensação prevista para os trabalhadores da saúde que estiveram na linha da frente no combate à Covid-19.

A greve convocada para amanhã e terça-feira (15) tem também como objectivo reivindicar aumentos salariais «justos e dignos», a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais, a melhoria do pagamento do subsídio de risco e do trabalho ao fim-de-semana e, entre outras medidas, a  actualização do subsídio de alimentação.

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