Trabalhadores do SAMS são alvo de perseguição

A direcção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), entidade patronal dos Serviços de Assistência-Médico Social (SAMS) e um dos principais sindicatos da UGT, é acusada de instalar um clima de perseguição aos trabalhadores e aos delegados de vários sindicatos que têm denunciado ilegalidades. Estes prometem protesto para a segunda quinzena de Março.

Entrada do Hospital dos Serviços de Assistência Médico-Social do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas
Entrada do Hospital dos Serviços de Assistência Médico-Social do Sindicato dos Bancários do Sul e IlhasCréditosManuel Moura / Agência LUSA

Vários sindicatos denunciam que nos recibos de vencimento dos delegados sindicais do SEP e do CESP não constava o pagamento das horas de requisição sindical relativas ao mês de Janeiro. Acrescentam ainda que não está a ser feito o pagamento das actualizações salariais, devidas pela transição de escalão ou nível remuneratório, a todos os trabalhadores que estão filiados nestes sindicatos.

Estas estruturas sindicais têm denunciado a postura da direcção do SBSI/UGT, que em Novembro requereu ao Ministério do Trabalho a caducidade das convenções colectivas. Acusam ainda a direcção daquele sindicato de estar empenhada em «encerrar serviços do SAMS, em vez de apostar na sua rentabilização e expansão». Com o objectivo de defender as suas convenções colectivas e a viabilidade e desenvolvimento do SAMS, os trabalhadores do SBSI/SAMS, representados pelos vários sindicatos denunciantes, realizaram no dia 11 de Janeiro uma greve com grande adesão.

Os sindicatos acusam a direcção do SBSI/UGT de serem «sindicalistas-patrões», que «para além da coacção e perseguição» que estão a exercer sobre delegados sindicais, já decidiram suspender uma trabalhadora por ter denunciado publicamente «a exploração e a precariedade». Informam ainda que foram recebidos no passado dia 23 de Fevereiro por um assessor do gabinete do ministro do Trabalho, a quem entregaram uma exposição e pedido de reunião com o ministro, solicitando-lhe que não dê deferimento aos requerimentos de caducidade das convenções colectivas vigentes que a direcção do SBSI/UGT apresentou.

Decorrente da «ausência de vontade negocial e da crescente promoção de irregularidades» pela entidade patronal, os trabalhadores já decidiram e anunciaram que vão voltar aos protestos, com a realização de mais um dia de greve e uma manifestação na segunda quinzena de Março, «na defesa das suas convenções colectivas, pela liberdade de expressão e denúncia das ilegalidades que estão a ser cometidas pela direcção do SBSI/UGT».