|Metropolitano de Lisboa

Trabalhadores do Metro exigem valorização das suas profissões

A necessidade de valorização profissional é o ponto central da resolução aprovada pelos trabalhadores do Metro de Lisboa, que se mostram dispostos a lutar caso não haja respostas da administração.

CréditosTiago Petinga / Agência Lusa

Tendo em conta a «última proposta da administração/governo», os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) realizaram um plenário esta sexta-feira, no qual apresentaram o caderno reivindicativo com a proposta de revisão de salários para 2021 e aprovaram uma resolução, revela numa nota a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN).

O documento sublinha que, no contexto difícil que o País atravessa, os trabalhadores do ML sempre estiveram na «linha da frente», a garantir «a oferta de um serviço público essencial na cidade de Lisboa», «apesar da falta de trabalhadores e do desinvestimento» verificado ao longo dos anos.

A proposta que «governo/administração apresentam [...] não reconhece o esforço e empenho dos trabalhadores no ML», afirma a resolução, notando que estes «estão há anos sem reposição do valor real dos salários».

Os trabalhadores do ML defendem que «não é com o congelamento ou a redução das remunerações que se criam as condições para a saída da crise económica e social» aprofundada pela pandemia e sublinham que eles, trabalhadores, não podem ser os penalizados.

«Como a vida demonstra, não estamos todos "no mesmo barco", nem todos sairão bem desta situação, porque os trabalhadores têm as dificuldades, enquanto os detentores das fortunas têm o aumento das mesmas», lê-se no documento aprovado em plenário.

Comprometendo-se a manter, «no actual quadro pandémico que se agrava», o «máximo empenho para que o ML cumpra com as suas obrigações», bem como «os elevados níveis de qualidade e segurança que se exigem», os trabalhadores não deixarão, por isso mesmo, de lutar pelo «reconhecimento deste esforço através da valorização das remunerações e das condições de trabalho».

Neste sentido, decidiram expressar ao primeiro-ministro, ao ministro do Ambiente e da Acção Climática e à administração do ML o seu descontentamento pela proposta que é lhes apresentada; manter as suas exigências de valorização real dos salários e das condições de trabalho; afirmar que não abdicarão de exigir e lutar pela valorização dos salários no processo de revisão de 2021; mandatar as organizações sindicais para que desenvolvam as acções necessárias para se atingirem as reivindicações dos trabalhadores.

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