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Trabalhadores das Misericórdias em greve pelo aumento dos salários

Em luta pelo aumento dos salários e pelo pagamento acrescido de 100% do trabalho de escala em dia feriado, os trabalhadores das Misericórdias começam uma greve que se estende até ao fim do ano.

CréditosRicardo Sousa / DR-GEICE

Tem início hoje, dia 15 de Agosto, feriado, e durará até dia 31 de Dezembro, uma greve a todo o trabalho extraordinário e ao trabalho de escala em dia feriado dos trabalhadores da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e das Santas Casas de Misericórdia associadas à UMP.

Em comunicado do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN) é referido que estes profissionais prestam «um serviço de enorme importância», nomeadamente na prestação de cuidados aos utentes, de «muito desgaste físico e psíquico», com salários «de miséria».

O sindicato lembrou que grande parte do financiamento destas instituições vem do Estado (Ministérios da Segurança Social, da Saúde e da Educação) e que, em Julho, foi negociado novo protocolo com o Governo que aumentou os valores da cooperação em 3,5%. «Mas a UMP e as Santas Casas de Misericórdia não querem negociar o aumento dos salários dos trabalhadores», acusou a nota.

Com 20 anos de antiguidade nestas instituições, os salários dos trabalhadores do apoio é, actualmente, na generalidade das Santas Casas de Misericórdia, de 600 euros por via do aumento do salário mínimo nacional, acrescentou o CESP, considerando a situação «insustentável». Reclamou ainda que, obrigados a trabalhar nos feriados, estes profissionais recebem pelo trabalho prestado nesses dias apenas metade do tempo trabalhado ou o gozo de meio dia de descanso compensatório.

Denunciou ainda que, aos sócios do CESP, as Misericórdias não pagam as diuturnidades, pelo que consideram estas situações como casos de «trabalho forçado».

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