|Instituto Politécnico do Porto (IPP)

Trabalhadores das cantinas do Politécnico do Porto retomam protestos

Empresa que ganhou o concurso para a gestão dos bares e cantinas do Instituto Politécnico do Porto (IPP) acabou por desistir do processo, remetendo os 19 trabalhadores de novo para o desemprego.

Trabalhadores das cantinas e bares do Instituto Politécnico do Porto exigem a reintegração e apoios da Segurança Social depois de vários meses sem receber salários 
Trabalhadores das cantinas e bares do Instituto Politécnico do Porto exigem a reintegração e apoios da Segurança Social depois de vários meses sem receber salários Créditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

O pesadelo parecia ter chegado, por fim, a bom termo. Mas, num novo revés, a concessionária considerou que os equipamentos e instalações das cantinas e bares não asseguravam condições mínimas para funcionar e recusou-se assumir a exploração do serviço de refeições destas unidades do IPP. Os 19 trabalhadores estão, uma vez mais, no desemprego.

Em comunicado enviado ao AbrilAbril, o Sindicato de Hotelaria do Norte (SHN/CGTP-IN) recorda que «os 19 trabalhadores afectados ainda não receberam o salário de Abril, Maio e Junho de 2021 e só estão a receber subsídio de desemprego por força da luta que desenvolveram ao longo dos últimos meses».

Certo é que o IPP se «recusa a tomar conta dos trabalhadores e reabrir as cantinas e bares do ISEP, ESE, ESSE, ESTG, ESMAE, ISCAP e ESHT/ESMAD», que desde Abril não têm acesso a refeições no espaço escolar, sobrecarregando os alunos com mais despesas. O anúncio de um novo concurso significa, pelo menos, mais um mês de completa inactividade.

Os trabalhadores decidiram realizar um conjunto de acções de denúncia e protesto, com início amanhã, às 9h, no Campus 2 (pólo de Vila de Conde do IPP), queixando-se da «falta de responsabilidade social e incompetência dos responsáveis do IPP» que tem vitimado os alunos, os docentes e, em particular, estes 19 trabalhadores, que em nada contribuíram para esta situação.

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