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Trabalhadores da Tesco mantêm-se em luta pelo caderno reivindicativo

Os trabalhadores cumpriram a 4.ª sexta-feira de greve e concentrações frente à empresa, uma vez que a administração da Tesco está indisponível para ouvir os seus representantes e atender às reivindicações.

Trabalhadores da Tesco concentrados junto à empresa
Trabalhadores da Tesco concentrados junto à empresaCréditos / Fiequimetal

Apesar da insistência da Comissão Sindical, a administração da empresa de componentes para automóveis continua a não dar resposta ao caderno reivindicativo e nem sequer se dignou ouvir os representantes dos trabalhadores.

Este silêncio «só pode ter uma resposta», que é «a luta», afirmou em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (SITE Norte/CGTP-IN), que convocou para ontem nova greve e um plenário à porta da empresa, em Ribeirão (Vila Nova de Famalicão).

Em declarações à Lusa, Joaquim Costa, dirigente do SITE Norte, disse que «não houve ainda abertura para negociações» por parte da administração da empresa, pelo que «os protestos e as greves vão continuar».

Na concentração, explicou o sindicalista, «os trabalhadores decidiram que na próxima sexta voltam a fazer greve, mas sem concentrações à porta da empresa, e que no dia 6 de Dezembro irá ser feita uma grande concentração para aprovar outras formas de luta».

Esta foi a quarta sexta-feira de com períodos de greve e concentrações à porta da empresa, depois das realizadas em 18 e 25 de Outubro e 8 de Novembro. Os trabalhadores reivindicam: um aumento salarial justo; o fim da discriminação salarial; a redução do horário de trabalho; a passagem ao quadro da empresa dos trabalhadores com contratos a termo ou temporários; o aumento do subsídio de refeição; 25 dias úteis de férias.

A multinacional japonesa Tesco, que produz componentes para o sector automóvel, está em Portugal há 25 anos – em Famalicão há cerca de 20 – e emprega «mais de 300 pessoas actualmente».

A organização da fábrica assenta em elevada precariedade (em 2015/2016, atingia 65% dos trabalhadores) e baixos salários, e só a unidade e a luta dos trabalhadores têm levado a administração a melhorar as suas condições laborais, destaca o sindicato.

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