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Primeiro dia de greve no Portobay Falésia por melhores salários e condições

O sindicato afirmou que vai solicitar nova reunião à administração, depois de ver recusados todos os pedidos feitos desde 2021, com vista a chegar a um acordo que responda às necessidades dos trabalhadores.

Piquete de greve à entrada do Hotel Portobay Falésia, a 5 de Outubro de 2023 
Piquete de greve à entrada do Hotel Portobay Falésia, a 5 de Outubro de 2023 Créditos / Sindicato da Hotelaria do Algarve

Devido à falta de negociação, os funcionários da unidade hoteleira em Albufeira haviam anunciado a decisão de avançar para a greve a todos os feriados até ao fim do ano, incluindo o de 1 de Janeiro de 2024.

O primeiro dia protesto teve lugar na passada quinta-feira, 5 de Outubro, com a adesão à greve a rondar os 70% e a afectar o funcionamento de quase todas as secções, revelou o Sindicato da Hotelaria do Algarve (CGTP-IN) em comunicado.

«O piquete de greve com cerca de 20 trabalhadores à porta do hotel deu visibilidade pública ao protesto», acrescentou.

Os trabalhadores da unidade hoteleira algarvia lutam por um aumento salarial de 10%, com um mínimo de 100 euros e com efeitos a 1 de Janeiro de 2023; pela reposição do pagamento do trabalho prestado em dia feriado com o acréscimo de 200%; pela redução do horário para as 35 horas semanais, sem perda de remuneração, e pela integração no quadro de todos os trabalhadores com vínculos precários que respondem a necessidades permanentes do hotel.

Aumentar os lucros à custa da exploração

«O patronato queixa-se da falta de trabalhadores mas continua a recusar o aumento significativo dos salários e a melhoria das condições de trabalho e dos direitos. Na verdade, o que o patronato quer é continuar a aumentar os seus lucros à custa do aumento da exploração e da degradação das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores», denuncia o Sindicato da Hotelaria do Algarve.

A prová-lo – acrescenta – «está o facto de os patrões, em vez de aceitarem uma melhor distribuição da riqueza que é criada pelos trabalhadores, optarem por, com a ajuda do Governo, ir buscar trabalhadores a outros países onde a mão-de-obra é mais barata».

Estes trabalhadores são «sujeitos a níveis de exploração ainda maiores» e, assim que conseguem, «acabam por se ir embora à procura de uma vida melhor», alerta.

O Sindicato da Hotelaria do Algarve sublinha a justeza da luta dos trabalhadores do Hotel Portobay Falésia, e apela «à sua intensificação e ao fortalecimento da unidade», lembrando que é possível alcançar melhores condições de vida e de trabalho.

Como exemplo disso, refere a conquista, em 2021, de «um aumento geral dos salários que já não acontecia há cerca de 14 anos», bem como «a passagem de 30 trabalhadores com vínculos precários, contratados através de empresas de trabalho temporário, para o quadro de efectivos do hotel».

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