Trabalhadores da refinaria de Sines com adesão quase total à greve

A luta dos trabalhadores do consórcio de empresas que assegura a manutenção na refinaria de Sines da Petrogal mantém-se, como ficou demonstrado hoje na adesão quase total à greve por aumentos salariais.

Trabalhadores da manutenção da refinaria de Sines continuam a luta por aumentos salariais
Trabalhadores da manutenção da refinaria de Sines continuam a luta por aumentos salariaisCréditos / Fiequimetal

Convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE-Sul), a paralisação abrange todo o dia, e ocorre depois de ter sido dada informação sobre a reunião realizada ontem com a administração do consórcio das empresas EFATM/ATM, CMN e AC Services.

Mais uma vez, nesta reunião não foi apresentada pelos representantes patronais qualquer proposta nem foi mostrada intenção de ceder às reivindicações dos trabalhadores.

Os trabalhadores reclamam um aumento salarial de 50 euros, para todos e com retroactivos, e a uniformização do subsídio de refeição. Denunciam que o consórcio, sem critério, já aumentou neste valor os salários de alguns trabalhadores. No entanto, a grande maioria não teve qualquer actualização salarial nos últimos sete anos.

A Petrogal tentou exigir mais uma vez serviços mínimos, aos quais não estão obrigadas as entidades prestadoras de serviços, como é o caso do consórcio, mas não conseguiu o seu objectivo.

Uma luta que já deu frutos

O sindicato lembra que a luta destes trabalhadores já tem trazido avanços para as suas condições de trabalho. Foi conseguido o aumento do valor pago pelo trabalho extraordinário, o seguro de saúde e a diminuição substancial do número de empresas prestadoras de serviços. Estes trabalhadores, que já chegaram a «trabalhar à hora», hoje têm contratos, que apesar de serem a prazo, garantem-lhes direitos que antes não tinham, como as férias pagas e o subsídio de Natal.