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Trabalhadores da Randstad em greve contra a precariedade

Começou às zero horas desta quarta-feira a greve dos trabalhadores do sector das comunicações da Randstad. Com vínculos precários, prestam um «serviço imprescindível» a empresas como a EDP ou a Nos. 

Créditos / Carta Capital

O caderno reivindicativo que já foi apresentado à empresa pela comissão sindical do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) pode resumir-se numa frase: trabalho com direitos.

Os trabalhadores exigem a «negociação efectiva» das reivindicações salariais, a par de questões como as carreiras e o subsídio de refeição. Em dia de Santo António, denunciam o facto de a Randstad ter eliminado o feriado municipal e reivindicam, juntamente com este, o gozo do feriado de Carnaval. 

586 100 000

Nos primeiros nove meses de 2017, a empresa de trabalho temporário Randstad registou lucros de 586,1 milhões de euros. 

Num comunicado, o SIESI defende um ponto final na estratégia de recurso a empresas de prestação de serviços e melhores condições de trabalho.

O sindicato lembra ainda que, apesar dos vínculos precários, estes trabalhadores prestam um «serviço imprescindível» à actividade e obrigações da EDP, Vodafone, PT/Meo, Nos e Nestlé, entre outras, «aumentando os lucros de milhões destas empresas».

A paralisação decorre até à 1h de amanhã. 

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