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Trabalhadores da Pietec Cortiças exigem resposta do Governo a falso despedimento

Os 41 trabalhadores da corticeira Pietec, alvo de um despedimento ilegal por terem recusado o regime de laboração contínua, realizaram uma concentração de protesto em frente ao Ministério do Trabalho.

CréditosMANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Os trabalhadores da corticeira Pietec, sediada no concelho de Santa Maria da Feira e que pertence ao grupo DIAM, deslocaram-se esta tarde a Lisboa. A acção de protesto decorreu junto ao Ministério do Trabalho.

O protesto contou com a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos. Uma delegação de representantes dos trabalhadores foi recebida no Ministério do Trabalho, onde também foi entregue um dossier do processo.

Em causa está a intenção da Pietec em realizar um despedimento colectivo, por alegada extinção do posto de trabalho. Todavia, os trabalhadores afirmam que o motivo real é o facto de rejeitarem o regime de laboração contínua que o patronato quer introduzir na fábrica de rolhas.

O Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN/CGTP-IN) afirma que a empresa procura impor a sua vontade, «a todo o custo e a qualquer preço», coagindo os trabalhadores com o despedimento a aceitarem a laboração contínua ou então «arrumar» aqueles que não cedam – justificando a dispensa com a alteração da produção.

O SOCN afirma que «a estratégia da empresa é mais tarde voltar a contratar outros 41 ou mais trabalhadores» com contratos em regime de laboração contínua. Aliás, a estrutura denuncia que a administração, em reunião, afirmou estar disposta a reintegrar os trabalhadores, caso aceitassem as alterações e assinassem um «documento de concordância em passarem a trabalhar em regime de laboração contínua».

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