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Despedimento colectivo de 48 trabalhadores da Central de Cervejas

O recuo nos resultados líquidos de 2020 não impediu a Heineken, detentora da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, de acabar o ano com lucro. Despedimento surpreendeu trabalhadores.

Créditos / Passeio Livre

Uma das primeiras medidas de luta decididas pelos trabalhadores da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas é a greve, que já está convocada para o próximo dia 25 de Novembro. A greve abrange todos os 300 trabalhadores da unidade de produção da Vialonga, em Vila Franca de Xira.

Em comunicado enviado ao AbrilAbril, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN) informa que os trabalhadores, para reforçar a greve, se vão concentrar em protesto no mesmo dia, frente à porta da empresa.

Esta atitude, por parte da empresa, «em nada se justifica». Estes postos de trabalho continuarão a existir, não sendo expectável qualquer redução na produção, pelo «que provavelmente serão ocupados por empresas de outsourcing».

Esta posição visa apenas «aumentar os lucros da empresa e não demonstra qualquer preocupação social com a subsistência das 48 famílias envolvidas», que a empresa vai dispensar apenas para aumentar ligeiramente as suas margens de lucro.

O SINTAB já deu a sua garantia de que continuará a «acompanhar, quer colectivamente, quer individualmente, estes trabalhadores» estando neste momento a analisar a possibilidade de impugnação dos despedimentos.

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