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Trabalhadores da Petrogal dão início a greve de 5 dias

Os trabalhadores da Petrogal iniciaram esta segunda-feira uma greve de uma semana, por melhores condições de trabalho e contra a «ofensiva patronal» que pede a caducidade da contratação colectiva.

Trabalhadores da Petrogal têm realizado várias acções de protesto reivindicando os seus direitos
Trabalhadores da Petrogal têm realizado várias acções de protesto reivindicando os seus direitosCréditos / Agência LUSA

Os trabalhadores da Petrogal (grupo Galp Energia), que detém as refinarias de Sines e Leça de Pameira, iniciaram hoje uma semana de greves, dando continuidade aos protestos que ocorreram ao longo do ano.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato da Indústria e Comércio Petrolífero (SICOP) e pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN).

Em comunicado, a Fiequimetal afirma que a administração, liderada agora por Paula Amorim, «continua a não apresentar propostas que permitam alcançar um acordo duradouro, com manutenção de direitos e melhoria das condições de vida e de trabalho de todos os trabalhadores».

Apesar de a Petrogal/Galp obter lucros elevados, como 602 milhões de euros em 2017, esta insiste em dificuldades económicas para fundamentar o pedido de caducidade, o que é considerado como um ataque à contratação colectiva, aos direitos e salários dos trabalhadores.

O pré-aviso de greve tem os seguintes objectivos: parar a ofensiva da administração contra a contratação colectiva e os direitos sociais; melhorar os salários e a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores; impedir a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos.

Outras reivindicações passam pelo fim da desregulação e do aumento dos horários, incluindo o famigerado «banco de horas», que põe trabalhadores a «trabalhar mais por menos salário», e a defesa dos regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais.

Na Refinaria do Porto, no Terminal de Leixões e nos parques de Viana do Castelo, Perafita, Boa Nova e Real a greve decorre das 6h de dia 17 às 6h de dia 24 de Dezembro e das 6h de dia 2 às 6h de dia 14 de Janeiro de 2019.

Na Refinaria de Sines, no Terminal de Sines e no Parque de Sines, a greve realiza-se das 0h de dia 17 às 24h de dia 23 de Dezembro e das 0h de dia 2 às 24h de dia 13 de Janeiro de 2019.

Nas instalações da Petrogal na área de Lisboa, os trabalhadores realizam greve das 14h às 18h nos dias 17, 18, 19, 20 e 21 de Dezembro, e nos dias 7, 8, 9, 10 e 11 de Janeiro de 2019.

As organizações sindicais acrescentam que foi declarada greve a todo o trabalho suplementar para as 12 horas anteriores e as 12 horas subsequentes a cada período de greve.

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