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Trabalhadores da Lusa lutam pelo subsídio de transporte

Com a greve que arranca esta sexta-feira, os trabalhadores pretendem contestar o corte no subsídio de transporte justificado com a redução no valor dos passes sociais.

Quatro dezenas de trabalhadores precários sustentam as redes nacional e internacional da Agência Lusa
Créditos / dinheiro vivo

Os trabalhadores da agência de notícias Lusa vão estar em greve nos dias 13 e 14 de Novembro, em luta pela manutenção do valor do subsídio de transporte, pela realização das transferências previstas no Orçamento de Estado para financiamento da empresa e pela integração nos quadros de todos os trabalhadores com vínculos precários.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE-CRSA) refere que, a par da paralisação, os trabalhadores realizarão uma concentração sexta-feira a partir das 10h30, junto à sede da empresa, em Lisboa.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, justificou a retirada deste direito em plena pandemia com o facto de ser «uma questão jurídica» que indexa o subsídio ao valor de um determinado passe.

O corte significa menos 326,15 euros por ano no rendimento dos trabalhadores da agência noticiosa portuguesa e é concretizado «através da rubrica "subsídio de transporte", criada há mais de 20 anos e atribuída a todos os trabalhadores sem quaisquer condicionantes», refere a resolução do plenário de trabalhadores, realizado no início deste mês.

Este corte, explicam, foi efectivado no salário de Outubro, «de forma unilateral pela administração da empresa».

Os trabalhadores da Lusa exigiram ainda «o cumprimento integral do Acordo de Empresa, nomeadamente as cláusulas relativas ao pagamento do trabalho extraordinário e nocturno, e a integração nos quadros dos trabalhadores com vínculo precário que respondem a necessidades permanentes».

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