|greve

Trabalhadores da CelCat voltam à greve

Os trabalhadores da multinacional americana General Cable Celcat, que laboram na fábrica de Morelena, Sintra, decidiram num plenário realizar uma greve parcial nos dias 27,28 e 29 de Setembro, «contra o boicote à negociação efectuado pela administração da empresa».

Os trabalhadores da CelCat defendem aumentos salariais
Os trabalhadores da CelCat defendem aumentos salariaisCréditos / Fiequimetal

Um comunicado do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) dá conta que as paralisações serão de quatro horas por turno – duas horas ao início e no fim de cada turno –, a começar no dia 27 de Setembro, às 0h30, e com término no dia 30 de Setembro, às 0h30.

Nesta fábrica de produção de cabos eléctricos para transporte de energia e de telecomunicações, os trabalhadores convocaram a greve pela exigência de aumentos salariais e «pela revisão de cláusulas referentes a férias, pagamento do trabalho complementar, subsídios de alimentação e anuidades contidas no acordo de empresa», refere o comunicado.

Os trabalhadores também protestam contra a jornada de seis dias com laboração de sete horas seguidas, sem período de descanso e refeição, que é imposta ao primeiro turno.

O sindicato lembra que este ano é a quinta greve marcada pelos trabalhadores da CelCat, uma vez que «a empresa se recusa a negociar com o SIESI aumentos salariais e a reposição de direitos, preferindo manter uma postura de afronta aos trabalhadores».

A fábrica, que emprega 270 trabalhadores, «exporta quase na totalidade, sendo uma empresa líder do sector com uma grande carteira de clientes e uma produção que tem vindo a crescer exponencialmente nos últimos anos», sublinha o sindicato.

Tópico