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Trabalhadores da Altice denunciam «brutal ataque» aos planos de saúde

Os trabalhadores da antiga PT concentram-se esta quinta-feira nas Picoas, em Lisboa, contra a intenção de «destruir mais uma fatia do pouco que já resta» do primeiro plano do subsistema de saúde.

A francesa Altice concluiu a compra da PT Portugal à Oi em Junho de 2015
A francesa Altice concluiu a compra da PT Portugal à Oi em Junho de 2015CréditosMário Cruz / Agência Lusa

A Frente Sindical, onde se incluem estruturas representativas como o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), ambos afectos à CGTP-IN, denuncia num comunicado que, «depois de tudo o que tem feito nestes mais de seis anos», a administração da Altice «virou o ataque» para os planos de saúde. 

Em causa está o objectivo de aumentar o cofinanciamento dos trabalhadores beneficiários até 300%. Tal como o presidente do Sinttav explicou esta terça-feira à Lusa, este é um serviço cofinanciado, em que os trabalhadores pagam uma quota à empresa todos os meses.

«Há serviços que têm cofinanciamento maior, outros um cofinanciamento mais pequeno e outros não têm cofinanciamento nenhum. E querem aumentar o cofinanciamento dos trabalhadores beneficiários, em alguns desses serviços, até 300%», disse. 

O sindicato defende que é preciso travar «mais um brutal ataque aos direitos dos beneficiários da Altice-ACS (Altice Cuidados de Saúde, antiga PT-ACS) no activo, com suspensão de contrato, pré-reforma, reforma/aposentação e seus familiares», e também a «ganância da Altice», cujas receitas aumentaram 9,1% para 2314 milhões de euros em 2021. 

Neste sentido, Frente Sindical decidiu «trazer a luta para a rua» e realizar semanalmente concentrações de denúncia em várias cidades. A primeira iniciativa decorre em Lisboa, entre as 11h30 e as 13h desta quinta-feira, frente às Picoas, onde está sedeada a empresa.  

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