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Trabalhadores científicos vão ao Ministério da Ciência exigir direitos

A ABIC e a Fenprof convocaram os investigadores para um protesto, esta sexta-feira, pelas 14h, para exigir a prorrogação de todas as bolsas e a integração dos bolseiros nas respectivas carreiras.

Protesto faz parte de uma campanha sob o mote «Uma bolsa + Um bolseiro = Um contrato»
Protesto faz parte de uma campanha sob o mote «Uma bolsa + Um bolseiro = Um contrato»Créditos

Em comunicado conjunto, a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) e a Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN) afirmam que a resposta à pandemia de Covid-19 «tem agravado e tornado mais visíveis os problemas que já existiam» na sociedade, nomeadamente a precariedade laboral dos trabalhadores científicos.

Profundamente afectados pelo encerramento das instituições e restrições à circulação, os investigadores confrontaram-se com a necessidade de prolongamento da duração das bolsas e do financiamento dos seus projectos.

Na sequência da ausência de resposta por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), a ABIC lançou um abaixo-assinado, aberto à subscrição de todos os trabalhadores da Ciência e Ensino Superior, com vista à prorrogação em três meses de todas as bolsas de investigação, directa ou indirectamente financiadas pela FCT.

O protesto desta sexta-feira pretende dar «um sinal claro ao Governo e ao ministro» de que os investigadores não desistirão de ver cumpridas as suas «justas reivindicações», nomeadamente a «urgente substituição de todas as bolsas por contratos de trabalho» e a «integração efectiva dos investigadores na carreira de investigação».

Durante a iniciativa, a ABIC e a Fenprof pretendem entregar ao MCTES o abaixo-assinado acima referido e uma resolução com as principais reivindicações que deram origem a este protesto.

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