|Repressão patronal

Trabalhadora «de castigo» 3 dias à porta de uma loja

Num supermercado em Vila Nova de Gaia, uma trabalhadora esteve três dias na entrada da loja, quase sempre de pé e sem qualquer função atribuída, por ter recusado uma proposta de rescisão.

A denúncia partiu de vários clientes, que publicaram nas redes sociais um vídeo da trabalhadora de pé, no qual se afirmava ser o terceiro dia consecutivo em que a viam naquela situação.

A imposição por parte da gerência aconteceu depois de a trabalhadora ter recusado uma proposta para abandonar a empresa, num supermercado do Pingo Doce, em regime de franchising, em Avintes, Vila Nova de Gaia.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) acusa a gerência de aplicar «um castigo inaceitável».Em nota divulgada ontem, o sindicato afirma que, «infelizmente, são muitas as denúncias de repressão e intimidação nos locais de trabalho, e casos como este são cada vez mais comuns nas empresas da distribuição, juntamente com os baixos salários e os horários completamente desregulados».

A estrutura sindical refere que, como consequência deste «clima» nos locais de trabalho, tem aumentado o número de trabalhadores com baixas médicas neste sector. 

O CESP denuncia «o abuso» do gerente de loja, comportamento que diz ter a anuência da empresa, e solidariza-se com a situação da trabalhadora, que tem tido o apoio do sindicato.

«Condenamos fortemente estas situações e apelamos para que os trabalhadores se unam, [...] não se isolem e denunciem [estes casos] ao sindicato», pode ler-se na nota.

Tópico