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Terceira greve na Mafil em três meses

Os trabalhadores da Mafil fazem uma hora de greve num dia por mês, com concentração à porta da fábrica de Guimarães, até que a administração da empresa responda ao caderno reivindicativo apresentado.

Trabalhadores da Mafil concentram-se à porta da empresa de cutelaria, em Fermentelos, Guimarães, a 14 de Abril de 2023, na primeira greve mensal de uma hora de outras que se seguirão até ao fim do ano, se a gerência não responder às suas reivindicações 
Trabalhadores da Mafil concentram-se à porta da empresa de cutelaria, em Fermentelos, Guimarães, a 14 de Abril de 2023, na primeira greve mensal de uma hora de outras que se seguirão até ao fim do ano, se a gerência não responder às suas reivindicações Créditos / SITE-Norte

Na passada sexta-feira, dia 2 de Junho, os trabalhadores da Mafil, em Fermentelos, Guimarães, cumpriram uma hora de greve e concentraram-se à porta da fábrica para exigir à gerência da empresa a negociação do caderno reivindicativo para 2023.

É a terceira vez, desde o passado mês de Abril, que os trabalhadores aplicam esta forma de luta, refere um comunicado divulgado pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN).

A série de greves mensais de uma hora, com concentração no exterior da empresa de cutelaria, prolongar-se-á até ao final do ano, caso a empresa continue a não responder às reivindicações dos trabalhadores.

O pré-aviso para o conjunto das greves foi feito em Março passado pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (SITE-Norte), no qual os trabalhadores estão organizados, após um silêncio de cinco meses da gerência.

Em Outubro de 2022 os trabalhadores da Mafil apresentaram o Caderno Reivindicativo para o ano de 2023, em cujos considerandos demonstraram a degradação relativa das suas condições remuneratórias, que desde 2016 são o salário mínimo nacional (SMN) quando em 2003 estavam 46% acima este.

Os trabalhadores exigem um aumento imediato de 100 euros acima do SMN, retroactivo a Janeiro de 2023, de forma a combater a situação referida acima. Outras reivindicações prendem-se com o subsídio de refeição, dias de férias, horário de trabalho e um dia por aniversário.

A Mafil (Manuel Machado & Cª, Lda.), fundada por Manuel Machado em 1917, apresenta-se como «uma referência na cutelaria de mesa e no sector da hotelaria e restauração», «um dos maiores produtores de cutelarias de mesa na Europa», com forte presença «nos principais mercados mundiais, à mesa de hotéis e restaurantes de luxo».

Durante muitos anos a empresa remunerou os trabalhadores acima da média no sector, reconhecendo o seu valor para os resultados. A quarta geração da família parece querer distinguir-se pela redução do «salário Mafil» ao salário mínimo nacional. A actual geração de trabalhadores promete-lhes lutar pela defesa do seu direito a uma remuneração digna.

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