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Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica não desarmam pela sua carreira

Depois de chumbadas por PSD, PS e CDS-PP medidas que combatiam as injustiças na sua carreira, os trabalhadores avançam agora com mais dois dias de greve.

Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) englobam mais de 18 profissões da Saúde, como analistas clínicos, técnicos de radiologia ou fisioterapia
Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) englobam mais de 18 profissões da Saúde, como analistas clínicos, técnicos de radiologia ou fisioterapia CréditosANDRE KOSTERS / LUSA

O Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) avança com a convocação de acções de luta – greves a 12 e 19 de Julho – em resposta ao descontentamento gerado pelo facto de esta quarta-feira, na Assembleia da República (AR), terem sido chumbadas propostas que melhoravam e dignificavam a carreira destes profissionais.

Quando se esperava vir a ser possível a correcção dos problemas há muito identificados pelos trabalhadores, num volte-face, o PSD, que até então estava comprometido com uma solução positiva para estes profissionais, juntou-se a PS e CDS-PP e, com a sua abstenção, contribuiu para o chumbo daquelas medidas.

Em alternativa apresentou um projecto de resolução que recomenda ao Governo a «realização de um estudo prévio», contribuindo para protelar a resolução das questões em causa.

No comunicado do sindicato publicado quinta-feira lê-se que, «na sequência do recuo do PSD na votação às propostas de alteração legislativa que decorreu ontem na Comissão de Saúde na AR, o sindicato mantém as greves para as próximas duas sextas-feiras do mês de Julho».

Este diploma de 2009, o qual estabelece o número de posições remuneratórias das categorias da carreira especial de técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêutica e define as regras de transição, foi alvo das Apreciações Parlamentares n.º 115/XIII/4ª (BE), 123/XIII/4ª (PCP) e 125/XIII/4ª (PSD), as quais caem agora por terra, uma vez que as propostas apresentadas pelo PCP e pelo BE não passaram com os votos contra do PS e a abstenção do PSD e do CDS-PP.

A possibilidade de alterar o diploma de 2019, através das apreciações parlamentares apresentadas pelo PSD, BE e PCP em comissão de saúde na AR, não aconteceu por um recuo estratégico do PSD, o qual só acentuará ainda mais as desigualdades relativamente a este grupo profissional.

«O PSD cedeu à pressão do Governo e apresentou uma declaração de voto fundamentando a sua decisão na necessidade de um estudo prévio sobre o impacto orçamental», numa tentativa de «justificar o injustificável», sublinha Luís Dupont, presidente do STSS.

Os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica afirmam que vão continuar a lutar pela resolução do problema das desigualdades na carreira, luta essa que passará pela via judicial e sindical, mantendo as suas reivindicações de uma carreira «digna e justa».

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