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Técnicos de diagnóstico e terapêutica anunciam novas greves

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica têm greve marcada para dia 22 deste mês e 13 de Julho, face à ausência de uma resposta do Governo para resolver uma «injustiça com mais de 18 anos».

Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) englobam mais de 18 profissões da Saúde, como analistas clínicos, técnicos de radiologia ou fisioterapia
Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) englobam mais de 18 profissões da Saúde, como analistas clínicos, técnicos de radiologia ou fisioterapia CréditosANDRE KOSTERS / LUSA

Depois da paralisação realizada a 24 e 25 de Maio, com uma adesão acima dos 90%, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS/CGTP-IN) anunciou hoje a convocação de novas paralisações.

Luís Dupond, presidente do STSS, em declarações à Lusa, apontou que, além dos dias 22 de Junho e 13 de Julho, está convocada também greve às horas extraordinárias por tempo indeterminado, a partir de 1 de Julho.

O dirigente sindical frisou que o Governo não responde às revindicações dos profissionais e, portanto, ​​​​​é o «único culpado» desta situação ao insistir «em perpetuar uma injustiça com mais de 18 anos», referindo-se à transição para as novas carreiras destes profissionais.

Os trabalhadores exigem a implementação da carreira, há muito reivindicada, mas o Governo recusa mexer na sua proposta, fazendo com que cerca de 90% dos técnicos permaneçam na base da carreira toda a sua vida profissional, além de impor um sistema de avaliação que «prolonga a estagnação salarial por mais 10 anos».

Os técnicos denunciam que estão a ser discriminados em comparação com outros profissionais da Saúde. Por este motivo, exigem a reabertura das negociações e afirmam estarem dispostos a accionar um mecanismo legal de negociação suplementar, conforme está previsto na lei. 

A greve é convocada pelas quatro estruturas sindicais que representam os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, sendo que a paralisação deve afectar análises clínicas, meios complementares de diagnóstico e alguns tratamentos.

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