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SNTSF admite recorrer à justiça

Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) da CGTP-IN lançou um comunicado onde dá nota de «discriminação que têm vindo a ser apregoada» aos trabalhadores pela administração da CP.

CréditosManuel de Almeida / Lusa

Em comunicado lançado pelo SNTSF/CGTP-IN, o sindicato admite recorrer à justiça caso a CP coloque em prática os elementos de chantagem que tem apregoado e exigir a retroactividade desde Janeiro de 2021 a que os trabalhadores da ex-EMEF têm direito.

O SNTSF acusa ainda a administração da CP de «executadores da tutela» uma vez que ao contrário do que deveriam fazer, estão apenas a dar continuidade a uma agenda de retirada de direitos, baixos salários e a fazer pressão junto dos trabalhadores para deixarem de fazer parte da SNTSF/FECTRANS. Em causa está, segundo a estrutura sindical, a tentativa de dividir os trabalhadores de forma a preparar a empresa para a liberalização do sector ferroviário, num quadro onde a administração também propõe um novo Acordo de Empresa que prevê polivalência de funções, aumentos salariais apenas em 2024 e a manutenção do trabalhadores da ex-EMEF fora do mesmo.

No comunicado, a estrutura sindical da CGTP, identificando que esta é altura de “vencer o medo e a chantagem”, anuncia ainda que após nova ronda pelos locais de trabalho, a greve ao trabalho extraordinário que está em vigor este mês irá continuar no próximo mês de Julho.

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