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Sindicato denuncia salários em atraso em transportes do Pico

Os salários de Fevereiro de 2023 ainda não foram liquidados. A situação está a tornar-se «recorrente e intolerável» para os trabalhadores da Cristiano, Lda, empresa de transportes na Ilha do Pico.

A Cristiano, Lda é a empresa de transporte de passageiros que assegura as carreiras públicas, transportes escolares e o turismo na Ilha do Pico, nos Açores. 
A Cristiano, Lda é a empresa de transporte de passageiros que assegura as carreiras públicas, transportes escolares e o turismo na Ilha do Pico, nos Açores. Créditos / CGTP

«A instabilidade e atrasos sucessivos no pagamento das remunerações mensais devidas tornam incomportável o trabalho exigido», afirma, em comunicado enviado ao AbrilAbril, o Sindicato dos Transportes e Turismo e Outros Serviços da Horta (SPTTOSH/CGTP-IN), filiado na Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP).

Os vencimentos de Fevereiro de 2023 ainda não foram pagos aos trabalhadores da Cristiano, Lda, empresa de transportes que assegura as carreiras públicas, transportes escolares e o turismo na Ilha do Pico, nos Açores. «A situação está a tornar-se recorrente e intolerável pois já existem trabalhadores em situação de dificuldades financeiras e a nível pessoal e familiar».

O não pagamento dos salários em dívida coloca todas estas famílias numa situação completamente precária, nomeadamente com todas as despesas da habitação, levando «a possíveis situações de corte ou suspensão de serviços, já para não falar dos empréstimos bancários que ficam em atraso, ao qual sabemos que não existe qualquer perdão», refere o SPTTOSH.

Os atrasos constantes devem-se a uma «falha de liquidação» do Governo Regional do PSD/CDS-PP (agora com o apoio exclusivo do Chega, a IL apenas garante a manutenção do Governo na Assembleia Regional), «mais especificamente da Secretaria Regional da Educação», que não tem efectuado o pagamento facturas referentes ao transporte escolar da ilha do Pico.

«É incomportável que numa altura com o agravamento do custo de vida exista esta postura da parte do executivo açoriano, sendo que deveriam ser os primeiros a liquidar os valores em falta, tendo em consideração que este já foi informado da situação difícil destes trabalhadores».

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