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Sindicato denuncia «manobra criminosa» na Iberol

A administração da Iberol anuncia um despedimento colectivo apesar de a produção estar a aumentar exponencialmente. Os trabalhadores respondem com unidade e luta.

Instalações da Iberol, em Alhandra
Instalações da Iberol, em AlhandraCréditos / Fiequimetal

Os trabalhadores da Iberol, em Alhandra, realizaram na passada quinta-feira uma ronda de plenários para decidir a resposta ao anúncio, feito pela administração da empresa a 19 de Fevereiro, de realizar um despedimento colectivo de 11 trabalhadores, numa fase em que a produção até tem vindo a aumentar de forma exponencial.

Segundo pode ler-se na página da Fiequimetal, os trabalhadores, organizados no Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA), repudiam a «criminosa intenção patronal de delapidar postos de trabalho».

Recorde-se que, no mês de Janeiro, desenrolou-se um processo negocial com vista a uma nova convenção colectiva de trabalho. Face à escusa da administração em responder às propostas apresentadas, os trabalhadores, em 28 de Janeiro, decidiram fazer um dia de greve no próximo dia 8 de Março, se entretanto não tivessem resposta patronal.

Face à resposta da administração, os trabalhadores e o seu sindicato não abdicam «da luta pelos seus direitos e pela manutenção dos postos de trabalho» e confirmaram a greve de 24 horas decidida anteriormente.

A Iberol é um dos maiores processadores de produtos de origem agrícola (oleaginosas) e produtor de energia renovável (biocombustíveis) em Portugal. Pertence ao fundo de investimentos ECS Capital e à Oitante (antigo Banif).

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