|greve

Riqueza criada na Navigator «tem de reverter para quem a produz»

Nos primeiros 3 dias de greve, registaram-se paralisações totais de secções nas diferentes unidades do Grupo Navigator e nos vários turnos de laboração, apesar da pressão e actuação ilegal da direcção.

A greve abrange todos os trabalhadores dos complexos fabris do grupo, em Aveiro, Vila Velha de Ródão (Castelo Branco), Figueira da Foz (Coimbra) e Setúbal.
A greve abrange todos os trabalhadores dos complexos fabris do grupo, em Aveiro, Vila Velha de Ródão (Castelo Branco), Figueira da Foz (Coimbra) e Setúbal.Créditos / Fiequimetal

Esta sexta-feira, terceiro dia de greve, confirmou-se «a disponibilidade dos trabalhadores para darem continuidade à luta até que as suas justas e legítimas reivindicações sejam atendidas», afirma a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-INem nota. Verificaram-se, nos vários dias, paralisações totais de empresas, secções e serviços.

A Fiequimetal denuncia ainda que a empresa, «face ao impacto da luta», terá recorrido «à ilegalidade para tentar minorar os efeitos da greve». Os casos registados vão desde a ilegal substituição de grevistas, à tentativa de inviabilizar a acção dos piquetes de greve, passando pelo desrespeito de acordos estabelecidos para a segurança de equipamentos e instalações.

Os sindicatos da Fiequimetal informam que accionaram os mecanismos, junto das entidades competentes, para que a legalidade seja reposta.

Os trabalhadores do grupo estiveram em greve pela defesa de «um justo reenquadramento salarial e da revisão do plano de carreiras», razões pelas quais se «mantêm firmes» e «não arredam pé», neste que é o último dia da paralisação.

O sindicato afirma ainda que o grupo Navigator «tem todas as condições para satisfazer as reivindicações dos trabalhadores», referindo que, em 2018, os resultados líquidos foram os melhores de sempre (225 milhões de euros, mais 8,4% do que no ano anterior) e foi atingido um valor de volume de negócios que representou um recorde (1 692 milhões de euros, mais 3,3% do que em 2017).

No ano em curso, os resultados ao 3.º trimestre exibem um volume de negócios que evolui favoravelmente para 1 274 milhões de euros (mais 1,8% do que no mesmo período do ano recorde).

A Fiequimetal destaca que «a riqueza criada na empresa tem de reverter para quem a produz», os trabalhadores.

Tópico