A manterem-se inalteradas as condições actuais na REN Atlântico, empresa do grupo REN responsável pelo terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) de Sines, um trabalhador da REN nesta «instalação estratégica» teria de ficar «mais 26 anos e 9 meses no activo e em turnos. A somar aos 20 anos, em média, já trabalhados, significa que a laboração por turnos iria atingir 46 anos e 9 meses», denuncia a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas (Fiequimetal/CGTP-IN).
Muitos trabalhadores vão já de meio caminho andado para atingir essa meta. A maioria «já conta actualmente com uma média de 20 anos de laboração em regime de turnos», refere a federação sindical. A aplicação de um plano de «pré-reforma, para compensar o desgaste de quem labora em regime de turnos», é uma das principais reinvidicações dos trabalhadores na greve convocada para os dias 23 e 25 de Agosto.
O terminal em Sines é uma instalação fundamental para o país cujo funcionamento exige grandes responsabilidade aos trabalhadores, assegurando um papel fundamental no abastecimento energético de Portugal. Para além disso, a REN tem todas as «condições económicas e financeiras para atender a esta justa reivindicação» dos seus trabalhadores.
Esta acção de luta, que se insere num processo reivindicativo de muitos anos, pretende ainda que seja feita uma «reclassificação dos trabalhadores» com o objectivo de «diminuir a disparidade salarial entre membros de uma mesma equipa» que cumprem as mesmas funções.
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