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Desigualdades levaram à greve na DS Smith

A greve na Nova DS Smith Embalagem ocorreu esta sexta-feira nos locais de trabalho de Guilhabreu, Leiria e Albarraque, e abrangerá todo o trabalho extraordinário até ao fim do ano.

Piquete de greve à porta da fábrica de embalagens da DS Smith, com a presença da secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, em Albarraque, Sintra, a 24 de Julho de 2020. A produção nesta e nas restantes fábricas da empresa: Guilhabreu (Vila do Conde) e Marrazes (Leiria).
Piquete de greve à porta da fábrica de embalagens da DS Smith, com a presença da secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, em Albarraque, Sintra, a 24 de Julho de 2020. A produção nesta e nas restantes fábricas da empresa: Guilhabreu (Vila do Conde) e Marrazes (Leiria). Créditos / Fiequimetal

A luta foi motivada pelas «contradições da empresa», patentes na forma como justifica «um aumento salarial que não reconhece todo o profissionalismo e desempenho dos trabalhadores», afirma a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN) em comunicado.

Com a paralisação, os trabalhadores pretenderam ainda denunciar as «desigualdades» no pagamento dos subsídios de turno e de refeição, nas diuturnidades e no seguro saúde. Os sindicatos reivindicam aumentos salariais «em linha com o crescimento e ganhos da empresa» e o «fim das discriminações para com os trabalhadores mais novos» no que toca às retribuições.

Os trabalhadores decidiram organizar-se igualmente para contrariar o «medo» que se pretende instalar a pretexto da crise, mas que é infundado, como se comprova «com o aumento da carteira de clientes, bem como com o aumento da produção nas várias fábricas», acrescenta o comunicado.

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