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Promessas não cumpridas deixam trabalhadores à sua sorte

Os trabalhadores do Lar da Mansão de Marvila continuam no desemprego, depois da Ministra do Trabalho e o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa não os integrarem nesta instituição.

Créditos / CGTP-In

A denúncia é do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN) que refere que, «passado o tempo dos holofotes, o prometido não é devido», uma vez que as promessas de integração dos trabalhadores da Lar da Mansão de Marvila na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) não foram ainda efectivadas.

Na sequência do despedimento colectivo que, segundo o CESP, é «culpa deste Governo», foram dadas garantias aos trabalhadores, tanto «em reuniões com o sindicato», como «em declarações prestadas aos órgãos da comunicação social», de que estes trabalhadores teriam vínculo efectivo na SCML.

No último contacto empreendido junto do Provedor da SCML este terá assegurado que «até ao final do mês de Outubro seriam colocados todos os interessados», o que não aconteceu até à data.

A estes trabalhadores têm sido apresentadas soluções pontuais de contratos precários a termo certo e condições de trabalho que são, em muitos casos ilegais, como sejam a troca de turno sem dia de descanso, a alteração do horário de trabalho sem aviso prévio, a não realização das pausas legalmente previstas para descanso entre turnos, ou apenas um dia de descanso semanal.

Para o CESP esta é uma situação inaceitável, uma vez que «são estes trabalhadores que os nossos governantes dizem ser essenciais» por trabalharem «na linha da frente» na prestação diária de cuidados aos utentes.

Os trabalhadores, após reunião com o sindicato, demonstraram «desagrado e revolta» e estão dispostos a continuar a lutar por um posto de trabalho efectivo.

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