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Portalegre: faltam 150 enfermeiros mas Governo só autoriza seis

Apesar de estar assinalada a necessidade de mais 150 enfermeiros na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, o Ministério da Saúde apenas autorizou a contração de seis, num concurso com 25 vagas.

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Créditos / CC BY 2.0

A contratação de seis enfermeiros por tempo indeterminado para a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) foi anunciada esta semana, no seguimento do concurso público com 25 vagas, aberto em Novembro de 2017.

Porém, nove meses depois, o Ministério da Saúde, com o aval das Finanças, só autorizou a contratação de seis enfermeiros, entre os 25 previstos no concurso, para integrarem os serviços do Norte Alentejano. O número está muito aquém dos 150 que são necessários e que estão assinalados na Norma para o cálculo de Dotações Seguras dos Cuidados de Enfermagem.

Em reacção, em declarações à Rádio Portalegre, Celso Silva do Sindicato dos Enfermeros Portugueses (SEP) lamentou o número reduzido de profissionais indicado pelo Ministério da Saúde, assinalando que «não resolvem nem de perto, nem de longe» os problemas causados pela grave carência de pessoal, mas também criticou o conselho de administração da ULSNA por «não ter desenvolvido todos os esforços necessários».

Em nota de imprensa, o PCP também considerou ser «inadmissível» a opção do Governo, «num quadro de grave carência de enfermeiros», sobretudo sabendo que são necessários 150 e tendo 25 enfermeiros escolhidos por um júri num concurso concluído.

«Quando  existe o risco real de vários serviços poderem entrar em ruptura, esta decisão absurda só pode ser entendida como provocação aos doentes, aos profissionais de saúde e ao Norte Alentejano», acrescentam os comunistas, que por sua vez exigem do Governo « a rápida reparação da situação e, no mínimo, a contratação dos 25 enfermeiros que integram o concurso já concluído».

Nos últimos meses, os enfermeiros têm denunciado intensamente a falta crónica de pessoal nos diversos serviços de Saúde por todo o País, não sendo única esta situação expressa no Norte Alentejano.

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